Passando pela Rodovia Airton Senna pude ver um out door escrito a minha frase: Eu posso!
Fiquei imaginando quem a escreveu, ...mas certamente não tinha a mesma intensão que a minha.
Neste ano eu queria apenas poder, posso dizer que consegui poder!
Tentei novos caminhos e me decepcionei; tentei novas maneiras de pensar e consegui.
Foi um ano muito difícil e senti mesmo que estava passando por um teste, um teste divino.
Experimentar isso de poder tudo foi um tanto quanto desgastante, pois se eu posso eu tenho que gastar um tempo para aquilo que escolhi. E não foi uma ou duas escolhas, foram várias. Quase enlouqueci a minha família inteira, abracei o mundo que podia alcançar e sabe o que encontrei? Pessoas que precisavam de mim. Isso se repercutiu de maneira tão intensa que eu parei tudo. Nesta hora tive que fazer a última escolha deste ano, finalizar o que tinha começado ou me dedicar as pessoas que amo. Não preciso dizer qual foi a minha escolha, mas preciso dizer que as vezes a felicidade está bem mais próxima do que imaginamos. É um chavão, é, mas e daí; eu posso!
Um grande beijo e felicidade para 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Paulo Coelho
O reino deste mundo
Um velho ermitão foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
- Eu invejo um homem santo, que se contenta com tão pouco – comentou o soberano.
- Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.
Um velho ermitão foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
- Eu invejo um homem santo, que se contenta com tão pouco – comentou o soberano.
- Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Eu podia ficar, entre tantas coisas, cuidando do meu jardim, ver as folhas crescerem, as flores brotarem e desabrocharem, organizar o dia em torno do meu lar.
Tenho certeza que iria agradar!
Diante da vida restariam bons e poucos amigos: o marido, os filhos e a empregada.
Não precisaria de tantas roupas, de carro, atravessar horas numa estrada torcendo para que o destino fosse certo.
Diante de minha mesa de trabalho percebo que muitas coisas do lar ficam para depois, a água mineral que acabou, a ida ao supermercado adiado, o vazamento do banheiro nesta hora, a torneira emperrada, a lâmpada do lavabo queimada (ninguém usa o lavabo), a cortina dobrada no armário pronta para ser pendurada e nossa, por aí vai.
Podia ser assim ou então ser assim melhor, bom, nesse segundo tópico acho impossível!
Porque então resolvi sair do meu lar quentinho e ir em busca de algo que nem sempre é aquilo que pretendia?
É como se fosse um grito de liberdade, não da ditadura do lar, mas da minha inquietação humana de ir em encontro com algo maior, como a realização pessoal. Mas ciente de que a liberdade tem o preço alto que é a responsabilidade das escolhas vou assumindo meus defeitos e tomando consciência de que isso existe, mas não para sempre. Certamente eu depois daqui vou me lembrar de comprar a lâmpada do banheiro, mas se surgir outro imprevisto, isso vai ter que entrar na fila.
E a busca pela realização não é tão romantica quanto se espera. Existe as diversas frustrações que o caminho escolhido deixa marcas; e os outros caminhos abandonados se tornam um pesar.
Mas quando coloco meu batom e o salto alto, tenho certeza da minha importância naquele momento e sei que apesar das pendências tenho apagado muitos incêndios por ai afora.
Logo, a gratificação que é tão somente minha, que me torna tão feliz e realizada possibilitando o encontro com o eu verdadeiro, se repercurte por toda família visto a felicidade que se transborda e se contagia.
Mas essa é a minha história, cada um de nós tem seus porquês, diferentes porém com o mesmo intuito: de ser feliz.
Faça do caminho que escolheu iluminado!
Tenho certeza que iria agradar!
Diante da vida restariam bons e poucos amigos: o marido, os filhos e a empregada.
Não precisaria de tantas roupas, de carro, atravessar horas numa estrada torcendo para que o destino fosse certo.
Diante de minha mesa de trabalho percebo que muitas coisas do lar ficam para depois, a água mineral que acabou, a ida ao supermercado adiado, o vazamento do banheiro nesta hora, a torneira emperrada, a lâmpada do lavabo queimada (ninguém usa o lavabo), a cortina dobrada no armário pronta para ser pendurada e nossa, por aí vai.
Podia ser assim ou então ser assim melhor, bom, nesse segundo tópico acho impossível!
Porque então resolvi sair do meu lar quentinho e ir em busca de algo que nem sempre é aquilo que pretendia?
É como se fosse um grito de liberdade, não da ditadura do lar, mas da minha inquietação humana de ir em encontro com algo maior, como a realização pessoal. Mas ciente de que a liberdade tem o preço alto que é a responsabilidade das escolhas vou assumindo meus defeitos e tomando consciência de que isso existe, mas não para sempre. Certamente eu depois daqui vou me lembrar de comprar a lâmpada do banheiro, mas se surgir outro imprevisto, isso vai ter que entrar na fila.
E a busca pela realização não é tão romantica quanto se espera. Existe as diversas frustrações que o caminho escolhido deixa marcas; e os outros caminhos abandonados se tornam um pesar.
Mas quando coloco meu batom e o salto alto, tenho certeza da minha importância naquele momento e sei que apesar das pendências tenho apagado muitos incêndios por ai afora.
Logo, a gratificação que é tão somente minha, que me torna tão feliz e realizada possibilitando o encontro com o eu verdadeiro, se repercurte por toda família visto a felicidade que se transborda e se contagia.
Mas essa é a minha história, cada um de nós tem seus porquês, diferentes porém com o mesmo intuito: de ser feliz.
Faça do caminho que escolheu iluminado!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Tive o prazer de assistir a um campeonato de hipismo pela primeira vez. Um mundo completamente diferente do que eu já havia conhecido se tornou possível, graças ao meu filhote que escolheu esse esporte por livre vontade para participar.
A combinação dia ensolarado e frio com as montanhas de Campos do Jordão fizeram um espetáculo sem igual.
O esporte é tão belo que une todas as idades e modalidades. Assim como o
cavalo é considerado o centro das atenções sem deixar de mencionar a beleza animal.
O ambiente é muito familiar e há um apoio geral, me senti no quintal de casa com convidados alegres.
Claro que podia perceber uma tristeza pela perda de pontuação de alguns competidores, mas as dificuldades eram muito divididas com o cavalo que também tem o seu desempenho e isso é muito evidente.
Podia perceber também um certo luxo, resquícios de um paradigma passado.
Hoje percebemos muito a importância do humano com o animal, até porque temos essa estrutura primitiva, muito animalesca e que temos que dar conta. Sob domínio da consciência, domamos o eu primitivo e impulsivo para o desenvolvimento do racional e abstrato.
Homens e mulheres competem em pé de igualdade, claro que eu vi mais mulheres. Existe a prova para deficientes e excepcionais muito aplaudida pela platéia.
Para os iniciantes há um apoio caloroso, e fica aquele desejo de voltar. No podio são distribuidas muitas medalhas para aqueles que começam e o cavalo que competiu também ganha. As medalhas do cavalo ficam presas as botas dos cavaleiros, são bem grandes, muito lindo isso!
Os competidores são extremamentes disciplinados e focados no momento da prova deixando claro a importância para a formação da pessoa que pratica o esporte equestre.
O princípio fundamental é o respeito ao animal, que certamente refletirá nas relações pessoais e interpessoais.
Há uma inserção total de quem quer que seja para essa prática e a superação de dificuldades, qualquer que sejam elas ou ela, é praticável rumo a um desbloqueio das limitações.
A combinação dia ensolarado e frio com as montanhas de Campos do Jordão fizeram um espetáculo sem igual.
O esporte é tão belo que une todas as idades e modalidades. Assim como o
cavalo é considerado o centro das atenções sem deixar de mencionar a beleza animal.
O ambiente é muito familiar e há um apoio geral, me senti no quintal de casa com convidados alegres.
Claro que podia perceber uma tristeza pela perda de pontuação de alguns competidores, mas as dificuldades eram muito divididas com o cavalo que também tem o seu desempenho e isso é muito evidente.
Podia perceber também um certo luxo, resquícios de um paradigma passado.
Hoje percebemos muito a importância do humano com o animal, até porque temos essa estrutura primitiva, muito animalesca e que temos que dar conta. Sob domínio da consciência, domamos o eu primitivo e impulsivo para o desenvolvimento do racional e abstrato.
Fiquei encantada com a coragem dos cavaleiros e amazonas com o domínio sobre a força dos cavalos.
Homens e mulheres competem em pé de igualdade, claro que eu vi mais mulheres. Existe a prova para deficientes e excepcionais muito aplaudida pela platéia.
Para os iniciantes há um apoio caloroso, e fica aquele desejo de voltar. No podio são distribuidas muitas medalhas para aqueles que começam e o cavalo que competiu também ganha. As medalhas do cavalo ficam presas as botas dos cavaleiros, são bem grandes, muito lindo isso!
Os competidores são extremamentes disciplinados e focados no momento da prova deixando claro a importância para a formação da pessoa que pratica o esporte equestre.
O princípio fundamental é o respeito ao animal, que certamente refletirá nas relações pessoais e interpessoais.
Há uma inserção total de quem quer que seja para essa prática e a superação de dificuldades, qualquer que sejam elas ou ela, é praticável rumo a um desbloqueio das limitações.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Pessoal, quero agradecer o feedback que vocês estão me passando conforme eu vou escrevendo. Tenho recebido elogios mas vou expor as críticas pois elas nos oferecem mais oportunidades de crescimento.
A maioria das pessoas acham um pouco confuso a maneira como escrevo, parece que faltam trechos, que finalizo assim, sem mais nem menos; e algumas pessoas acham que há uma dificuldade de entendimento e, se você é uma delas, não se sinta mal, é real. Definitivamente isso é uma coisa que preciso melhorar e muito.
Há um tempo atrás estava lendo umas provas da faculdade e, sinceramente não sei como conseguia ser compreendida, as coisas ficavam tão entre linhas que o professor devia ter um vidente muito bom para interpretar minhas conclusões.
Também pudera, não me lembro de cadernos escritos, exercícios finalizados desde o ensino fundamental, na minha época era o primeiro grau. Não que isso seja uma desculpa pois existem pessoas que conseguem facilmente aquilo que preciso de muito tempo e graças a Deus vice-versa.
Acho que o objetivo proposto está no fato de tentar fazer o que até em 2008 não conseguia: me expressar, falar das minhas coisas, minha vida, minhas sensações, mas com uma segunda intenção nisso tudo, que é escrever.
A manifestação da expressão humana é maravilhosa e qualquer que seja ela, desde um comentário a um ato, o fato de pintar e de saber interpretar a pintura, de moldar e ser moldado, de dançar e se apaixonar, é tão genial que se torna único.
Eu me lembro que participei de um workshop de oratória e o consultor havia me dito que o melhor caminho para iniciação em qualquer situação ou tema a ser desenvolvido deve partir de algo muito comum e seguro de nós mesmos. Não adianta passar algo para frente em que não tenha passado primeiro pela própria experiência.
E o que sinto com a existência desse blog, de publicar os meus pensamentos é que as pessoas se interessam umas pelas outras, e existe uma cobrança boa no sentido de querer saber mais, e essa troca, que a princípio era quase que nula, pois eu não me comunicava, apenas observava, agora passa para uma fonte de crescimento.
Experimente você também!
Obrigada e até a próxima.
A maioria das pessoas acham um pouco confuso a maneira como escrevo, parece que faltam trechos, que finalizo assim, sem mais nem menos; e algumas pessoas acham que há uma dificuldade de entendimento e, se você é uma delas, não se sinta mal, é real. Definitivamente isso é uma coisa que preciso melhorar e muito.
Há um tempo atrás estava lendo umas provas da faculdade e, sinceramente não sei como conseguia ser compreendida, as coisas ficavam tão entre linhas que o professor devia ter um vidente muito bom para interpretar minhas conclusões.
Também pudera, não me lembro de cadernos escritos, exercícios finalizados desde o ensino fundamental, na minha época era o primeiro grau. Não que isso seja uma desculpa pois existem pessoas que conseguem facilmente aquilo que preciso de muito tempo e graças a Deus vice-versa.
Acho que o objetivo proposto está no fato de tentar fazer o que até em 2008 não conseguia: me expressar, falar das minhas coisas, minha vida, minhas sensações, mas com uma segunda intenção nisso tudo, que é escrever.
A manifestação da expressão humana é maravilhosa e qualquer que seja ela, desde um comentário a um ato, o fato de pintar e de saber interpretar a pintura, de moldar e ser moldado, de dançar e se apaixonar, é tão genial que se torna único.
Eu me lembro que participei de um workshop de oratória e o consultor havia me dito que o melhor caminho para iniciação em qualquer situação ou tema a ser desenvolvido deve partir de algo muito comum e seguro de nós mesmos. Não adianta passar algo para frente em que não tenha passado primeiro pela própria experiência.
E o que sinto com a existência desse blog, de publicar os meus pensamentos é que as pessoas se interessam umas pelas outras, e existe uma cobrança boa no sentido de querer saber mais, e essa troca, que a princípio era quase que nula, pois eu não me comunicava, apenas observava, agora passa para uma fonte de crescimento.
Experimente você também!
Obrigada e até a próxima.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
as estações
Parece que as estações do ano vão dando um colorido especial para o ano que se passa, e mesmo sabendo que junho começa o inverno, é como se esse fosse um inverno novo e único. Na verdade 0 é.
Pude perceber a chegada do outono quando senti aquele ventinho gelado, minhas plantas sem flores e secas aparentemente morrendo se prepararam para mais uma estação e confirmava minha sensação. As noites se precipitavam e o ar seco já indicava a mudança. Olhando pela varanda parece que tudo esteve ali como sempre esteve, é como se tivesse tudo sob controle. E a vida vai se desenrolando diariamente me fazendo acostumar com as pequenas mudanças, sem sobressaltos, sábia natureza!Viver cada dia como único me parece um tanto difícil visto a necessidade de organização que a rotina me impõe. Então vou vivendo todo dia como um dia igual ao outro, toda semana como semanas iguais e anos, como anos que se passam igualmente. Com certeza brindarei a entrada de um novo ano e me alegrarei com a chegada do verão. E apesar de viver diariamente um dia após o outro igualmente como todos os dias, ou muito similarmente, me possibilita entrar numa zona de conforto ilusório, ou melhor dizendo, numa acomodação. Quantas pessoas que você conhece que vive assim, acomodado? Ao mesmo tempo que penso controlar o tempo através dessa ilusão, ele passa diante de meus olhos incontrolavelmente como água corrente nas mãos.O encontro com o meu eu se torna distante através de um eu idealizado que vive na imortalidade diária, tolice humana! Quem me garante o hoje? E daí o paradoxo da existência onde devo me programar para um amanhã que mal sei se existirá, mas viver hoje sem essa meta poderá ir de desencontro com meus desejos. Ora se eu planejo eu adio meus desejos momentâneos para obtê-los melhorados amanhã, mas o amanhã como sabemos não existe, existe agora!Na fuga para o mundo das ilusões há uma pretensão da minha vaidade humana sobre o controle do tempo e do limite da existência, e quanto mais eu postergar essa realidade, maior será a dor do despertar. Duro é me encontrar diante do espelho que me desmente sempre. Mas isso é outra ilusão, a ilusão de que a juventude é eterna. A maturidade por outro lado possibilita o reencontro comigo e torna o tempo apenas com um ponto de referência. Imagine-se bem velhinho, acamado, se você não vai se sentir novinho com 60, 70 anos? Tudo isso é bobagem, o que vale é a bagagem que levarei comigo das minhas recordações.Por isso construo um bom hoje para que haja esperança de uma boa colheita, por isso o homem vive e se renova a cada estação, pela esperança de que a terra irá girar, o sol irá brilhar e eu estarei aqui novamente amanhã escrevendo meus pensamentos.
Viva as estações!
Pude perceber a chegada do outono quando senti aquele ventinho gelado, minhas plantas sem flores e secas aparentemente morrendo se prepararam para mais uma estação e confirmava minha sensação. As noites se precipitavam e o ar seco já indicava a mudança. Olhando pela varanda parece que tudo esteve ali como sempre esteve, é como se tivesse tudo sob controle. E a vida vai se desenrolando diariamente me fazendo acostumar com as pequenas mudanças, sem sobressaltos, sábia natureza!Viver cada dia como único me parece um tanto difícil visto a necessidade de organização que a rotina me impõe. Então vou vivendo todo dia como um dia igual ao outro, toda semana como semanas iguais e anos, como anos que se passam igualmente. Com certeza brindarei a entrada de um novo ano e me alegrarei com a chegada do verão. E apesar de viver diariamente um dia após o outro igualmente como todos os dias, ou muito similarmente, me possibilita entrar numa zona de conforto ilusório, ou melhor dizendo, numa acomodação. Quantas pessoas que você conhece que vive assim, acomodado? Ao mesmo tempo que penso controlar o tempo através dessa ilusão, ele passa diante de meus olhos incontrolavelmente como água corrente nas mãos.O encontro com o meu eu se torna distante através de um eu idealizado que vive na imortalidade diária, tolice humana! Quem me garante o hoje? E daí o paradoxo da existência onde devo me programar para um amanhã que mal sei se existirá, mas viver hoje sem essa meta poderá ir de desencontro com meus desejos. Ora se eu planejo eu adio meus desejos momentâneos para obtê-los melhorados amanhã, mas o amanhã como sabemos não existe, existe agora!Na fuga para o mundo das ilusões há uma pretensão da minha vaidade humana sobre o controle do tempo e do limite da existência, e quanto mais eu postergar essa realidade, maior será a dor do despertar. Duro é me encontrar diante do espelho que me desmente sempre. Mas isso é outra ilusão, a ilusão de que a juventude é eterna. A maturidade por outro lado possibilita o reencontro comigo e torna o tempo apenas com um ponto de referência. Imagine-se bem velhinho, acamado, se você não vai se sentir novinho com 60, 70 anos? Tudo isso é bobagem, o que vale é a bagagem que levarei comigo das minhas recordações.Por isso construo um bom hoje para que haja esperança de uma boa colheita, por isso o homem vive e se renova a cada estação, pela esperança de que a terra irá girar, o sol irá brilhar e eu estarei aqui novamente amanhã escrevendo meus pensamentos.
Viva as estações!
sábado, 25 de abril de 2009
Caro leitor, venho compartilhar neste dia a existência e suas implicações. Diversas são as possiblidades de ser, e eu escolhi ser uma pessoa comum, mais uma dentre tantas pessoas. Parece que fica fácil, ao meu olhar, ver um pop star, e digo pop star em qualquer área, considerar que está no caminho, destino certo. Sua missão de manifestar sua opinião e de caminhar influenciando, bem ou mal, é como agente transformador de um grupo, de uma multidão ou de um planeta inteiro.
Agora pensando sobre minha missão, vou semenando e colhendo diversos conhecimentos e relacionamentos, sem a aparência da intenção de algo transformador, tenho a liberdade de escolher e de viver diferentemente a cada dia. Não estou presa a regras ou a uma caricatura, máscara, estrutura, personalidade, ou qualquer classificação que seja. Sou instantânea, me sinto no poder de negar certas informações, aderir outras sem que isso prejudique meu potencial criador, isto é, de criar minha vida e escolher minhas vivências.
Certa vez estava esperando meu filho terminar a aula de hipismo, e iria demorar 50 minutos, peguei meu livro e comecei a ler. Uma outra mãe chegou e me convidou para fazer uma caminhada, aceitei não porque queria, mas porque deveria. Não estava adequadamente vestida para isso, não usava tênis e estava de calça jeans. Ela estava me contando sobre sua vida, que estava muito feliz por voltar a trabalhar, ainda junto com o marido, não perguntei o que faziam.
Era uma subida ingreme, a vista estava maravilhosa, num inverno com frio intenso, fomos nos desagasalhando, no meio do caminho minha respiração já era ofegante e sentia dor no pé devido ao sapato, mas como me propus, fui até o final da subida calada. Ao descer comentei que não sentia mais minhas pernas, estavam tremulas, rimos.
A descida como todo santo ajuda, continuamos a conversa, disse-me que já havia feito uma turma de mães caminhantes, e tanto era verdade que via algumas em outros horários caminharem, juntas, sozinhas. E ela me falou o quanto era importante ter modificado o hábito daquelas mães, assim como por ela mesma, de fazer algo, nem que fosse uma simples caminhada. Me sugeriu que continuasse, porém não continuei. Mas sei que outras estão cumprindo sua missão que é de ser alguém que melhore sua auto estima. Na semana seguinte fui em outro horário e soube que esta mulher que eu havia encontrado, por uma única vez, foi vítima em um acidente na Dutra falecendo juntamente com seu marido. Deixou naquele dia dois filhos pequenos e uma missão de vida que se repercurte até hoje pelas mães.
Penso com isso, como as relações são de construções, caminhadas e suor. Com o tempo vamos nos despindo de conceitos e preconceitos, e assim, nos abrimos para uma troca verdadeira. Naquele momento pude ser eu mesma, senti meu corpo dolorido, onde a quanto estava tão só mentalmente me exercitando, me sentindo humana ao ver aquele vasto horizonte verde. E as relações são encontros com outras existências, que nos acrescentam qualitativamente o encontro com nossa própria existência, que implica em muitas vezes na dor do outro que não queremos ver, pois reconhecemos que há no outro a humanidade que nem sempre queremos lembrar, desta forma, abrimos mão da onipotência e percebemos o quão frágil é o existir.
O que deixo aqui portanto é um convite a reflexão da minha e da sua existência, da nossa missão de vida e do sentido que estamos caminhando para esta conquista.
Agora pensando sobre minha missão, vou semenando e colhendo diversos conhecimentos e relacionamentos, sem a aparência da intenção de algo transformador, tenho a liberdade de escolher e de viver diferentemente a cada dia. Não estou presa a regras ou a uma caricatura, máscara, estrutura, personalidade, ou qualquer classificação que seja. Sou instantânea, me sinto no poder de negar certas informações, aderir outras sem que isso prejudique meu potencial criador, isto é, de criar minha vida e escolher minhas vivências.
Certa vez estava esperando meu filho terminar a aula de hipismo, e iria demorar 50 minutos, peguei meu livro e comecei a ler. Uma outra mãe chegou e me convidou para fazer uma caminhada, aceitei não porque queria, mas porque deveria. Não estava adequadamente vestida para isso, não usava tênis e estava de calça jeans. Ela estava me contando sobre sua vida, que estava muito feliz por voltar a trabalhar, ainda junto com o marido, não perguntei o que faziam.
Era uma subida ingreme, a vista estava maravilhosa, num inverno com frio intenso, fomos nos desagasalhando, no meio do caminho minha respiração já era ofegante e sentia dor no pé devido ao sapato, mas como me propus, fui até o final da subida calada. Ao descer comentei que não sentia mais minhas pernas, estavam tremulas, rimos.
A descida como todo santo ajuda, continuamos a conversa, disse-me que já havia feito uma turma de mães caminhantes, e tanto era verdade que via algumas em outros horários caminharem, juntas, sozinhas. E ela me falou o quanto era importante ter modificado o hábito daquelas mães, assim como por ela mesma, de fazer algo, nem que fosse uma simples caminhada. Me sugeriu que continuasse, porém não continuei. Mas sei que outras estão cumprindo sua missão que é de ser alguém que melhore sua auto estima. Na semana seguinte fui em outro horário e soube que esta mulher que eu havia encontrado, por uma única vez, foi vítima em um acidente na Dutra falecendo juntamente com seu marido. Deixou naquele dia dois filhos pequenos e uma missão de vida que se repercurte até hoje pelas mães.
Penso com isso, como as relações são de construções, caminhadas e suor. Com o tempo vamos nos despindo de conceitos e preconceitos, e assim, nos abrimos para uma troca verdadeira. Naquele momento pude ser eu mesma, senti meu corpo dolorido, onde a quanto estava tão só mentalmente me exercitando, me sentindo humana ao ver aquele vasto horizonte verde. E as relações são encontros com outras existências, que nos acrescentam qualitativamente o encontro com nossa própria existência, que implica em muitas vezes na dor do outro que não queremos ver, pois reconhecemos que há no outro a humanidade que nem sempre queremos lembrar, desta forma, abrimos mão da onipotência e percebemos o quão frágil é o existir.
O que deixo aqui portanto é um convite a reflexão da minha e da sua existência, da nossa missão de vida e do sentido que estamos caminhando para esta conquista.
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